Perito criminal investigado por filmar nudez de colega na BA
Um perito criminal foi flagrado manipulando uma câmera em local de troca de roupas na Bahia. O caso segue sob investigação rigorosa das autoridades.
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Perito criminal investigado por filmar nudez de colega na BA
Um caso de grave violação de privacidade e conduta profissional abala a estrutura da segurança pública no interior da Bahia. Um perito criminal, de 40 anos, tornou-se alvo de uma investigação policial após ser flagrado enquanto manipulava um equipamento de gravação em um ambiente reservado para a troca de vestimentas dos colaboradores. A denúncia, que aponta para a captação não autorizada de imagens de nudez de uma colega de trabalho, foi reportada inicialmente pelo g1.
O episódio ocorreu no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado. Segundo informações apuradas, foi a própria vítima quem percebeu a movimentação suspeita e acionou as autoridades competentes. O suspeito chegou a ser detido em flagrante no último domingo, mas obteve liberdade provisória após passar por audiência de custódia, conforme prevê o ordenamento jurídico brasileiro para garantir o devido processo legal.
Procedimentos de investigação e medidas administrativas
A apuração do fato segue duas frentes distintas e complementares. No âmbito criminal, a Polícia Civil conduz o inquérito para esclarecer a dinâmica do ocorrido e a extensão da conduta do investigado. Durante a ação policial, foram apreendidos equipamentos eletrônicos e uma arma de fogo, que passarão por análise técnica para verificar se foram utilizados na prática do suposto delito. A Polícia Civil da Bahia mantém o sigilo sobre detalhes específicos para não comprometer a coleta de provas.
Paralelamente, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para avaliar a conduta do servidor. O perito foi afastado de suas funções por um período inicial de 60 dias. O órgão reforçou que a vítima está recebendo o acolhimento necessário desde que a denúncia foi formalizada. É fundamental ressaltar que, nesta fase, o investigado goza da presunção de inocência, cabendo ao Estado o ônus da prova em um processo que deve observar todos os princípios constitucionais.
Para quem busca entender o funcionamento das instituições, é importante notar que a atuação de um detetive ou agente da lei exige conduta ilibada. A integridade dos profissionais que compõem o sistema de policial é um pilar para a confiança da sociedade nas instituições de justiça. O caso em questão serve como um lembrete sobre a importância dos protocolos de segurança interna e do combate rigoroso a qualquer forma de assédio ou importunação no ambiente de trabalho, conforme diretrizes estabelecidas pelo Governo Federal para a administração pública.
Editor: Jones Tanabe
Fonte oficial: g1








